Justiça

Esse é o futuro do caos

Atirador mata 12 e fere 50 em cinema nos EUA

FONTE: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1123034-atirador-mata-12-e-fere-50-em-cinema-nos-eua.shtml

Nós vamos ao cinema em busca de diversão e ilusões, mas acaba saindo a realidade. Armas na mão e bombas na cabeça, um belo slogan para esse assassinato terrível nos EUA. O filme era o novo Batman e o louco saiu gritando: “eu não sou um de vocês, eu sou o coringa!”. Esse cara é doença mental, mas quem dá alimento para essa loucura? É lógico que vem das cenas fortes e cada vez mais reais dos cinemas. É tão comum para o cinema americano destruir Nova York, mesmo depois dos ataques de 11 de setembro continuam a destruir a cidade, pra que? Tirando as comédias românticas e os desenhos animados só tem morte nos filmes! A tranquilidade com que é exibida essas mortes, a displicência nos fuzilamentos e punhaladas se transformaram num show erótico. A violência ficou banal, deliciosa de se ver. Mas e as armas? Que liberdade esse rapaz teve comprar nesse comércio incontrolável de máquinas mortíferas que ninguém consegue coibir. “Boa tarde, eu queria uma metralhadora israelense, talvez uma AK-47 e aquela granadinha ali por favor”. E foi assim que o cavaleiro das trevas ressurgiu. A uma violência implícita nos EUA, como uma lei feita por pistoleiros e cowboys. A realidade das escolas americanas podemos ver tão de perto. Quantos filmes mostram escolas idênticas a de massacres onde ocorre a mesma violência que gerou todo o inferno vivido destes. É como se o louco dissesse “Não se brinca com a morte! Nem o Batman e nem ninguém nos livra dela!”. O coringa está por toda parte, é só ligar a televisão e olhar situações na Síria, na Rússia. No mundo bárbaro de hoje tem milhões de mortos pela fome, extermínios daqui a um tempo serão comuns para controlar a quantidade pessoas, em vez de queimar produtos queimarão consumidores. Esse é o futuro do caos.