Justiça

Nossa descriminação não tem limites

Condenado por pedofilia quer voltar à Medicina

Diogo Nogueira Moreira Lima, de 25 anos, foi preso em flagrante em 2009 por molestar crianças de 10 anos. Ele foi considerado semi-imputável, por apresentar transtornos mentais.

FONTE: http://www.em.com.br/app/noticia/nacional/2012/12/05/interna_nacional,334574/condenado-por-pedofilia-quer-voltar-a-medicina.shtml

Apesar de ser muito similar ao caso do “Ficha Limpa” (onde um político teve no passado fez alguma falta que foi punida na justiça não pode se candidatar a nenhum cargo público), e agora ele ter uma mancha ligada ao seu nome, isso não um empecilho para voltar a estudar. Psiquiatricamente e juridicamente ele está apto para os estudos. Na clínica onde ele foi internado já recebeu alta e pela lei já cumpriu sua pena de três anos de prisão, portanto não existe nenhuma barreira que o impeça de retomar os estudos. Por que então ele não pode retomar a sua vida? Professores e alunos alegam que ele não pode frequentar a faculdade com medo de uma recaída. E está ai o cúmulo da história toda. Estudantes e professores de uma universidade federal de medicina, que detém tanto conhecimento sobre esse assunto não sabem que apesar de não ter cura essa doença pode ser controlada e foi com a ajuda de terapia e medicamento? Está evidente que o preconceito está na mente de todos ali que não querem “sujar” o nome da faculdade. Mas será que sujaria o nome por aceitar um ex-detento? O próprio governo federal incentiva as empresas a contratarem os que um dia já ficaram atrás das grades. A banalidade e a descriminação estão em todos os lugares, e já chegou no meio acadêmico. De onde nós menos esperávamos que isso acontecesse, de nossos mestres, nossos exemplos, veio o pior exemplo que se poderia ter.