Meio Ambiente

Será que agora vai? (Parte II)

Rio+20 repete promessas e adia ações para 2015

Saldo é um documento político de 53 páginas; metas do desenvolvimento sustentável são a maior inovação. Dilma diz que cúpula foi “ponto de partida, não de chegada”; ONU destaca parcerias e acordos voluntários

FONTE: http://ambienteja.info/ver_cliente.asp?id=176491

Confesso que não acompanhei muito a Rio+20. As vezes penso que os problemas políticos e econômicos são mais importantes do que o meio ambiente. Mas percebi que o planeta pode está indo para o caos com a superpopulação e a hostilidade. Temos que nos defender, a natureza não liga para nós. Ela continua viva depois de sofrer mudanças drásticas como a extinção dos dinossauros e a era glacial, os seres humanos que podem desaparecer. Agora que a conferência termina percebo que a solução de problemas tão espalhados é quase impossível para a estupidez da raça humana, quase impossível para os interesses das nações no mundo todo. Depois de tão aguardada, 10 anos esperando pelo momento da solução, aconteceu o óbvio, nada. Nossos representantes falaram que os resultados foram ótimos, excelentes. Mas essa falsa sensação de sucesso só foi alcançada porque a cúpula retirou dos documentos finais da conferências os textos mais concretos, mais importantes, com propostas urgentes, como uma recusa dos países ricos aos países pobres de um fundo de 30 bilhões de dólares para que eles pudessem diminuir os danos ambientais. Logo os ricos, que são os principais exterminadores do futuro. Na hora de coçar o bolso os poderosos se levantam e não pagam a conta da destruição que causam ao mundo. Países pobres também não aceitaram a ideia de economia verde, usando a desculpa que isso vai impor barreiras comerciais com países emergentes. Evo Moralles chegou a dizer que a economia verde é um complô contra a América latina. A verdade é que na hora H tudo que era concreto viraram frases abstratas e mais nada. A urgência foi esquecida. Não acredito que o homem seja capaz de chegar a uma conclusão racional sobre ideias de bem comum em questões humanitárias ou mesmo de autoproteção. A consciência de um problema só aparece quando a solução já não vale mais. Os bichos vivem em paz dentro da natureza, nós os animais racionais que vivemos fora dela, temos o extinto de morte, com a missão trágica de destruí-la.